Em comemoração ao Dia do Hangeul, iniciativa “Na Coreia, é assim que se chama” apresenta termos da cultura coreana frequentemente confundidos com palavras de outros países asiáticos.
Quem acompanha dramas asiáticos provavelmente já se deparou com diversas palavras relacionadas à cultura dos países de origem dessas produções. Mas será que estamos utilizando os nomes corretamente?
Um exemplo bastante comum é o hashi, palavra japonesa que muitos brasileiros utilizam para se referir aos palitos usados na alimentação asiática. Na Coreia, porém, esses utensílios recebem outro nome: jeotgarak. Embora tenham a mesma finalidade, existem diferenças entre os modelos utilizados em cada país, tanto no formato quanto nos materiais.

E essa confusão não acontece apenas na gastronomia. Cada país tem suas próprias formas de nomear séries, quadrinhos, roupas, alimentos e outras manifestações culturais.
Pensando nisso, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), em parceria com o Centro de Educação Coreana em São Paulo, lançou a campanha “Na Coreia, é assim que se chama”, uma iniciativa educativa em comemoração ao Dia do Hangeul, celebrado nesta sexta-feira, 9 de outubro.
A campanha busca explicar a origem e o uso correto de palavras ligadas à cultura coreana que frequentemente acabam sendo substituídas por termos de outros países asiáticos no Brasil.
De K-drama a hanbok: você conhece os nomes corretos?
Entre os exemplos apresentados está uma discussão bastante conhecida pela comunidade drameira: o uso da palavra “dorama” para se referir às produções coreanas.

Embora o termo tenha se popularizado entre os fãs brasileiros como uma maneira de identificar séries asiáticas de diferentes nacionalidades, sua origem está ligada à pronúncia japonesa da palavra inglesa drama. Na Coreia do Sul, essas produções são identificadas como dramas coreanos ou K-dramas.
Outras expressões também aparecem no material educativo. É o caso de manhwa, utilizado para os quadrinhos coreanos, frequentemente confundidos com os mangás japoneses, e de hanbok, nome da vestimenta tradicional coreana.

Na gastronomia, o guia apresenta diferenças entre gimbap e sushi, ramyeon e ramen, mandu e guioza, além de explicar termos como ganjang e doenjang.
Nomear corretamente também é respeitar a cultura
A campanha dá continuidade à iniciativa “Nomear é respeitar”, lançada em 2025, e propõe uma reflexão sobre a importância de reconhecer as particularidades culturais de cada país.
Para Yoon Sei, professora de coreano do Centro de Educação Coreana e do Instituto Sejong, utilizar os termos corretos também representa uma forma de respeito à história e à identidade cultural coreana.
Com a popularização dos dramas, do K-pop e de outros conteúdos asiáticos, essas expressões passaram a fazer parte do vocabulário de muitos brasileiros. Conhecer sua origem é também uma oportunidade de compreender melhor as culturas que despertam tanto interesse entre os fãs.
Campanha segue até 21 de outubro
Além da distribuição de uma cartilha educativa, a iniciativa conta com cards e vídeos explicativos publicados nas redes sociais do CCCB.
A programação inclui a ação “Meu Nome em Hangeul”, que convida o público a publicar vídeos com o próprio nome e uma mensagem escrita no alfabeto coreano. Ao todo, 20 participantes serão selecionados e premiados.
A campanha segue até 21 de outubro, no Instagram do Centro Cultural Coreano no Brasil.
Confira o material oficial:
Sobre o Centro Cultural Coreano no Brasil
Vinculado ao Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da República da Coreia, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) é uma instituição oficial do governo sul-coreano dedicada à promoção da cultura coreana no país. Com sede na Avenida Paulista, em São Paulo, desde 2019, desenvolve atividades culturais e educativas, incluindo exposições, eventos, oficinas e cursos gratuitos de língua coreana.